sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cenozóico

Na escala de tempo geológico, o Cenozoico é a era do éon Fanerozoico que se inicia há cerca de 65 milhões e 500 mil anos e se estende até o presente. A era Cenozoica sucede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Paleogeno, Neogeno e Quaternário; do mais antigo para o mais recente. O princípio da Era Cenozoica marca a abertura do capítulo mais recente da história da Terra. O nome desta era provém de duas palavras gregas que significavam "vida recente". Durante a Era Cenozoica, a face da Terra assumiu sua forma atual. Houve muita atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do mundo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. A vida animal transformou-se lentamente no que hoje se conhece

Mesozóico

Na escala de tempo geológico, o Mesozoico é a era do éon Fanerozoico que está compreendida entre 251 milhões e 65 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente. A era Mesozoica sucede a era Paleozoica e precede a era Cenozoica, ambas de seu éon. Divide-se nos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo, do mais antigo para o mais recente.
O nome Mesozoico é de origem grega e refere-se a 'meio animal' sendo também interpretado como "a idade medieval da vida". Esta era é especialmente conhecida pelo aparecimento, domínio e desaparecimento polémico dos dinossauros, amonites e plantas com flor.
No início desta era, toda a superfície terrestre se concentrava num único continente chamado Pangeia (ou Pangea). Porém com o tempo este supercontinente começou a fragmentar-se em dois continentes: a Laurásia para o Hemisfério Norte e o Gondwana para o Sul.
O clima no início do Mesozoico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais úmida no Jurássico (POPP, 1995, p. 283).
Esta foi uma era onde dominaram répteis como os dinossauros, pterossauros e plesiossauros. Durante o Mesozoico estes animais conquistaram a Terra e desapareceram mais tarde de forma misteriosa, sendo a causa mais provável a colisão da terra com meteorito, sendo estimada como a segunda maior extinção em massa da terra. (A maior já estudada foi no final do pérmico, estima-se que tenha extinto 90% de todas as espécies que viviam na Terra.)
Os primeiros mamíferos se desenvolveram, apesar de não serem maiores que ratos. As primeiras aves apareceram durante o Jurássico, e embora a sua descendência seja motivo de grande discussão entre os cientistas, grande parte aceita que tenham origem nos dinossauros. As primeiras flores (Angiospérmicas) apareceram durante o período Cretáceo.
Após a extinção em massa do final do Paleozoico, seguiu-se a Era Mesozoica, durante a qual a Terra voltou lentamente a enriquecer em vida. As florestas de fetos foram sendo substituídas por florestas de árvores com pinhas, como as sequoias, e outras, como ginkgos e palmeiras primitivas. No final desta era surgiram as plantas com flor. O Mesozoico foi a era dos répteis, tendo estes dominado a Terra. Nesta era também apareceram os primeiros mamíferos semelhantes a pequenos musaranhos. O clima era quente e nos mares abundavam amonites, que se extinguiram no final do Mesozoico, juntamente com os grandes répteis e a maioria de outras espécies.

Paleozóico

Na escala de tempo geológico, o Paleozoico é a era do éon Fanerozoico que está compreendida entre 540 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Paleozoica sucede a era Neoproterzoica do éon Proterozoico e precede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano, do mais antigo para o mais recente.
O Paleozoico corresponde praticamente a metade do Fanerozoico, com aproximadamente 300 milhões de anos. Durante esta era havia seis massas continentais principais, que conheceram montanhas enormes ao longo de suas margens, e incursões e recuos dos mares rasos através de seus interiores, como mares continentais. Muitas rochas paleozoicas são economicamente importantes. Por exemplo, rochas calcárias para finalidades industriais de construção civil, assim como os depósitos de carvão, que foram formadas durante o paleozoico.
O Paleozoico é conhecido por dois dos eventos mais importantes na história da vida animal. Em seu começo houve uma grande diversificação evolutiva dos animais, a explosão cambriana, em que quase todos os filos animais atuais e vários outros extintos apareceram dentro dos primeiros milhões dos anos. Já no extremo oposto do Paleozoico ocorreu a extinção maciça, a maior da história da vida na Terra, que extinguiu aproximadamente 90% de todas as espécies animais marinhas. As causas de ambos estes eventos ainda não são bem conhecidas.
Também pode ser chamada de Era Primária. Divisão do tempo geológico seguinte à Era Proterozoica e a antecedente à Era Mesozoica. A sua duração foi de aproximadamente 380 milhões de anos. Embora a vida já se achasse presente na Era Proterozoica, é nos terrenos mais antigos da Era Paleozoica que os vestígios de organismos se mostram mais abundantes.
De acordo com os dados paleontológicos, no Cambriano achavam-se presentes todos os grandes grupos de invertebrados. As formas ancestrais da fauna cambriana são desconhecidas ou porque o elevado metamorfismo e os dobramentos a que foram sujeitas as rochas da Era Proterozoica as destruíram, ou porque a erosão apagou grande parte dessa documentação antes da deposição dos sedimentos cambrianos. Os animais do início da Era Paleozoica viveram dominantemente em ambiente marinho: graptólites, trilobites, moluscos, briozoários, braquiópodes, equinodermos, corais, etc. Os peixes surgiram no Ordoviciano, nas águas doces. As plantas terrestres mais antigas conhecidas datam do Siluriano (Austrália). No Carbonífero e também no Permiano constituíram grandes florestas das quais se originaram carvões em várias partes do mundo. Daí a designação de Antracolítico dada em esses dois períodos conjuntamente. Especialmente curiosas foram as Pteridospermae, vulgarmente conhecidas como "fetos com sementes". Os insetos mais antigos datam do Devoniano. Os anfíbios surgiram no Devoniano e os répteis no Carbonífero. Angiospermas, aves e mamíferos apareceram mais tarde, na Era Mesozoica

A Vida ao Longo do Tempo Geológico

Pré-Câmbrico

Este período representa cerca de 87% dos registos geológicos, fornecendo-nos, portanto, indicações importantes sobre a evolução dos continentes. Encontra-se dividido em duas épocas: Archeano e Proterozoico.
No início do Pré-Câmbrico a produção de calor a partir da desagregação de isótopos radioativos era muito superior à atual. No entanto, a principal fonte de calor deve ter origem no manto terrestre, tendo-se libertado através de falhas vulcânicas. Originou a formação de rochas e movimentos tectónicos de subducção, isto é, o deslizamento de uma placa sobre a outra. Este facto originou a formação de extensos grupos de ilhas, como os situados a oeste da Austrália, Zimbabwe, Índia e Canadá, em que se encontram importantes depósitos minerais (ouro, crómio, níquel, cobre e zinco); raros pedaços de fundo marítimo constituídos por ofiólitos; e abundantes tonalitos e granitos que são quimicamente idênticos aos equivalentes mesozoicos formados nos Andes. Estes tonalitos foram mais tarde empurrados pelos riólitos e em seguida puxados para o interior da crosta continental, onde foram deformados e transformados em granulitos e gneisses. Podem ser encontradas algumas amostras no oeste da Gronelândia, norte da Finlândia e Índia. A época archeana foi um tempo de rápido crescimento e engrossamento da crosta terrestre, e de consequente erosão, o que deu origem à deposição de sedimentos em grandres bacias.
A transição do Archeano para o Proterozoico foi um ponto importante na evolução dos continentes já que marca o início da formação do que se pode chamar placas tectónicas "modernas": os arcos magmáticos do Archeano juntaram-se para formar os primeiros grandes continentes, à volta dos quais se depositaram sedimentos; o fundo dos oceanos também sofreu subducção, dando origem a batólitos graníticos ao longo das costas continentais ativas. O elevado número de colisões resultou na formação de um supercontinente há 1.5 biliões de anos, que se dividiu, originando novos continentes e crosta oceânica. No final do Pré-Câmbrico formou-se um novo continente gigantesco, à volta do qual existiam muitas bacias de sedimentação, que foram preenchidas por conglomerados e arenitos provenientes da erosão das montanhas próximas.
Certos tipos de sedimentos testemunham o clima deste período, especialmente as tilites que se depositaram em todos os continentes durante a maior glaciação da História da Terra, entre -1000 milhões e -600 milhões de anos.
O Pré-Câmbrico foi originalmente definido como sendo o período que antecedeu a vida na Terra, mas hoje em dia já se sabe que a vida começou no início do Archeano com os primeiros organismos procariotas unicelulares, que podiam sobreviver a altos níveis de radiação e a ambientes pouco oxigenados, e que foram substituídos no Proterozoico por organismos eucariotas que utilizavam oxigénio no seu metabolismo. No final do Pré-Câmbrico apareceram os metazoários: organismos multicelulares, com células diferenciadas em órgãos e tecidos, que proliferaram e, provavelmente, são os mais velhos antepassados dos primatas.

Tabela Cronostratigráfica

Métodos de datação físicos

Para além do registo estratrigráfico e biostratrigrafico, os cientistas recorreram aos métodos físicos que permitem a datação absoluta e baseiam-se no decaimento radioctivo de alguns elementos presentes no nosso planeta - datações radiométricas.

Decaimento radioactivo

Ocorre em núcleos de átomos de elementos instáveis. Nestes núcleos, a força que une os protões e os neutrões não é suficiente elevada para impedir que ocorram modificaçoes no seu número, que são acompanhadas pela libertação de particulas atómicas ou ondas electromagneticas.

Magnestostratigrafia

A Magnetostratigrafia é o método físico que faz o estudo das características magnéticas das rochas de diferentes idades (paleomagnetismo), permitindo concluir acerca da polaridade do campo magnético terrestre aquando da sua formação, sabendo que ciclicamente há inversões de polaridade no campo magnético do nosso planeta.

O magnetismo que fica registado nos minerais magnéticos aquando da sua cristalização ou re-cristalização é chamado “magnetismo remanescente”, no entanto as rochas apresentam uma segunda magnetização, esta mais recente que a original, que é imposta pelo campo magnético actual.

Com a descoberta deste magnetismo “impresso” nas rochas surgiram as primeiras evidencia da variação do campo magnético terrestre ao longo do tempo geológico, note-se que estas variações podem ser de alguns graus ou inversões de polaridade, sendo que a polaridade Normal corresponde à actual posição dos pólos magnéticos, fazendo coincidir o pólo norte magnético com o pólo norte geográfico e o mesmo acontecendo com o sul magnético e o pólo sul geográfico, a polaridade inversa corresponde a situação oposta, neste caso os fluxos magnéticos invertem-se dirigindo-se do pólo norte magnético até ao pólo sul magnético.

Dendocronologia


Dendrocronologia é um método científico de estabelecer a idade absoluta de uma árvore baseado nos padrões dos anéis em seu tronco. É estabelecida de acordo com o clima das épocas, e por isso, torna-se um grande método de datação absoluto dos climas passados. Esta técnica foi inventada e desenvolvida por A. E. Douglass, fundador do laboratório Tree-Ring Research na Universidade do Arizona.
As árvores, em zonas temperadas, crescem em espessura de maneira descontínua. A produção dos seus tecidos, só se faz durante uma parte do ano, nomeadamente na primavera e no verão, o que leva à formação de anéis com o ritmo de um por ano. São os chamados anéis anuais. Verifica-se, por outro lado, que a largura desses anéis não é constante, variando de ano para ano em cada região de acordo com a variação das condições climáticas: quanto melhores forem essas condições tanto mais largos serão os anéis anuais e, inversamente, quanto mais desfavoráveis às condições tanto mais estreitos os anéis.